Uma das coisas que a Metallica Acessórios preza muito é interatividade com os artesãos. Com o tempo, eles deixaram de ser apenas clientes e passaram a ser amigos. E hoje, temos o enorme prazer de conviver nesse clima de comunidade. Por isso, vamos abrir espaço neste artigo para compartilhar com você um fato bem interessante que aconteceu com o nosso parceiro artesão Luiz Alberto.

Ele é artesão especializado em peças de madeira e MDF. Já tivemos a oportunidade de comprovar que o seu trabalho é realmente muito bonito e de qualidade superior. Há muito tempo que ele adquire seus acessórios com a Metallica Acessórios para dar o acabamento à sua arte.

“De repente o meu coração disparou, era como se eu estivesse diante dela”

O Luiz expõe seus trabalhos em uma das feiras de artesanato em Embu das Artes e nos conta que, certo dia, chegou à sua barraca uma senhora que deveria ter uns 80 anos de idade e lhe disse: “boa tarde, meu filho. Tudo bem com você?”

Imediatamente ele congelou, pois era como se estivesse diante de sua querida mãe, que falecera há dois anos. A voz, o semblante, a simpatia e o sorriso. Tudo fazia ele lembrar-se dela. E aquele aperto no coração transformou-se em um misto de saudade com a alegria daquela presença inusitada.

Luiz retribuiu e perguntou se ele desejava alguma coisa. Ela perguntou seu nome e ele disse que chamava-se Luiz Alberto. Ela disse que seu nome era Margarete e que tinha gostado muito de um dos porta-joias que estavam expostos em sua tenda. E, notando que ele estava com um jeito um tanto estranho, perguntou se ele sentia-se bem.

Então Luiz se abriu com ela e falou sobre o seu sentimento e quanto ela lembrava sua saudosa mãe. Ele conta que ela ficou muito emocionada e feliz, ao mesmo tempo, em poder transmitir alguma alegria por meio dessa semelhança. Que quando se fosse dessa vida, esperava que sua filha pudesse nutrir esse mesmo sentimento que Luiz nutria pela lembrança de sua mãe.

Por fim, emoções à parte, Margarete disse que gostaria de comprar o porta-joias. Luiz disse que ela o levaria, mas seria um presente pela luz e a alegria que ela havia proporcionado a ele, naquela tarde. Ela se recusava a aceitar e insistia em pagar, até que cedeu aos argumentos de Luiz. E lá se foi Margarete, com o seu porta-joias.

Cerca de três meses depois, Luiz expunha seu trabalho na feira, quando uma mulher chegou até o seu stand, perguntando se ele era Luiz Alberto. Ele respondeu afirmativamente e perguntou em que poderia ser útil. A mulher se apresentou como Lúcia, filha de Margarete e tirou de uma sacola o porta-joias que Luiz a havia presenteado. Ele olhou atônito para a mulher, sem conseguir entender o que estava acontecendo. Ela notou e imediatamente começou a explicar que sua mãe havia falecido há um mês, vítima de um infarto (até nisso a coincidência, a mesma causa da morte de sua mãe).

Lúcia disse que Margarete, no mesmo dia que ganhou o porta-joias, muito feliz e emocionada, pediu que quando já não estivesse mais entre nós, que eu levasse a peça de volta ao seu criador. Ele notou que no fecho havia um cadeado. Lúcia o entregou à Luiz junto com uma chave, muito emocionada e despediu-se agradecendo o seu belo gesto ao presentear sua mãe. Luiz, também muito emocionado, derramou algumas lágrimas e insistiu para que Lúcia ficasse com ele, como recordação. Mas ela disse que acataria o desejo da mãe.

A vida é mesmo um porta-joias de surpresas

Na noite daquele dia, quando chegou em casa, Luiz destravou o cadeado e abriu o porta-joias. Para sua surpresa, ele estava repleto de joias, entre anéis, braceletes, brincos e colares, que foram avaliadas posteriormente em R$ 93.000,00. Junto às joias, um bilhete que dizia “Querido Luiz, agora você tem duas mães aqui no céu olhando por você”.

Luiz chorou. Por sua mãe, por Margarete, por Lúcia, pela triste sina de termos que perder quem amamos, até que chegue a nossa hora de deixar essa vida também. Ele nos diz que o porta-joias de Margarete está sobre a cômoda, em seu quarto, com todas as joias e o bilhete dentro, devidamente seguro, fechado a cadeado.

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